Diário de uma L Viajante - 4




22º dia 15/02/07

            Bateu o sono, fui até o banheiro feminino, não tinha ninguém, ainda mais naquele horário e fora que era um posto de meio de estrada. Entrei em uma das repartições, tranquei a porta, coloquei a toalha de banho no chão que estava muito gelado, deitei sobre ela e ali eu dormi toda encasacada. Acordei com alguém tentando abrir a porta, era homem, continuei ali quieta sem fazer ruídos, mas o cara insistiu então eu disse: “tem gente!”. Assim ele parou de forçar a porta e se retirou. Voltei a dormir, quando acordei eram umas 4 da manhã e estava fazendo muito frio. Coloquei o boné, fiquei um tempo me olhando no espelho que era gigantesco (queria um daqueles no meu quarto), e sai para fumar, com minha calça larga e minha blusa de moletom que era muito grande. Foi só eu colocar o pé para fora do banheiro que um cara veio em minha direção e perguntou:
- O que você estava fazendo dentro do banheiro feminino?
- Eu estava dormindo um pouco!
- Desculpe a pergunta, mas você é homem ou mulher?
            Nossa, acho que perante as roupas que estava usando, eu era realmente digna de ser andrógina, então respondi.
- Sou mulher! Do sexo feminino.
- É que parece um homem, tipo, tem como você provar que é mulher?
            Eu estava de blusa feminina por baixo, levantei e logo dava de perceber que eu tinha seios!
- Viu moço? Sou mulher!
- É que eu apostei com uns camaradas. Então, o que uma menina como você faz dormindo em um banheiro de posto?
            Foi ai que fiz amizade com o cara, além do mais rendi a ele R$ 30,00 da aposta. Quando contei a ele o que eu estava fazendo, pediu se eu não queria tomar um banho. Nossa, aceitei sem nem pensar, era tudo o que eu queria depois de um dia de muito sol. A água era quentinha, tinha um jato fortíssimo e o banheiro era bem limpo, banheiro usado só para ducha e tem que pagar pra usar, mas entrei VIP.
            Já eram umas 5:30 da manhã, estava começando a amanhecer e esse cara, cuidava da saída dos caminhões, eu estava com carona garantida até Viçosa.      Ficamos mais um tempo conversando, ele me pagou um café da manhã, era pão com margarina, mas comida era sempre bem vinda. Depois fiquei ao lado dele na hora em que os caminhoneiros começaram a sair do portão. Eram umas 8:00 horas, consegui uma carona que ia até uma cidade ai, porém não iria até Viçosa, andei uns 30 ou 40 quilômetros com essa carona. Ele me deixou em um trevo, nossa, como eu estava cansada, fora o sono (PS.: Não acredito que estou em Minas, a “HellbidaSs” mora em de Belo Horizonte, pena que só tenho o endereço da casa onde ela passa as férias que fica em Betim, nem vou ficar pensando na possibilidade de poder vê-la, minha corrente fez falta nessa hora onde o sentimento estava quase passando por cima da minha razão, tenho que tomar cuidado com isso).
            Não passou 1 minuto e já consegui carona com outro caminhão que iria me deixar a uns 5 Km de Viçosa. Nossa, fico sempre imaginando como vai ser encontrar com um amigo da Internet, sempre mato tempo na estrada pensando em palavras e atos do momento e isso também me dá forças para continuar. Andei esses 5 Km em uns 40 minutos, cheguei em Viçosa, terra do Leone. A cidade não era bem o que eu imaginava, pensei que era maior e mais rica, aqui é como se fosse um bairro de Joinville. Estava começado a chuviscar quando cheguei à entrada da cidade, como de costume, me dirigi á um posto para pedir informação. Peguei uma avenida lá e cada pouco que eu andava pedia informação, para não ter erro! A terceira pessoa que pedi informação, era um homem e ele disse: “vou passar bem na frente, se quiser uma carona entra ai”. Mais forte que isso eu não precisava! O cara realmente me deixou bem na frente do endereço. Toquei a campainha e veio uma mulher atender, sempre dá aquele gelo de não ser o endereço certo então perguntei para mulher: “o Leone esta?” Acho que a mulher tinha o processador meio lerdo ou era de marca paraguaia, me deixou preocupada com a demora pra responder “só um segundo, vou chamar ele”. Senti-me resgatada de um naufrágio.
            Nossa como ele era alto. Magricelo eu já sabia, mas a altura me impressionou! Ele estava com uma cara de quem recém tinha acordado e misturado com a expressão de surpresa ou sei lá. Eu só sabia que estava feliz de ter chegado ali e mais que tudo queria um abraço, até parece que ele adivinhou, nossa, ele realmente é magro! A sensação de encontrar um amigo querido de Internet que mora longe  é inexplicavel, nesse momento, tudo que você fez para chegar ali, parece banal perto da alegria de poder abraçá-lo.
            Ele me chamou para entrar, fui até o quarto dele e lá ficamos conversando um pouco, daí ele foi tomar um banho e eu deitei para dormir um pouco! Acho que dormi durante umas duas horas, logo que acordei veio o Leone com uma garrafa de vinho na minha cara, o vinho estava muito bom, com uma garrafa já estávamos os dois alegres. Estava tocando uma música no PC e eu comecei a dançar como uma striper (jamais faria isso se estivesse sã), lógico que não tirei a roupa, ainda mais por que ele estava gravando com a cam. Resolvemos ir comprar algo para comer, como um ser humano normal que não mora com os pais, só compramos porcarias, foi ai a primeira vez que usou o cartão de crédito! Voltamos para a casa dele, ficamos conversando e comendo, mas infelizmente a Internet dele estava de birra e não estava conectando. A principio iríamos de carona até Raul Soares, na casa dos pais dele e lá passaríamos o carnaval, porém deu na idéia de irmos a Ouro Preto, cidade do Marcelo, o ex-namorado do Leone. Vesti uma das camisas dele, era um pouco masculina e me deixava um pouco andrógina, adorei a camisa.
            Ele arrumou uma mala de roupas suja, pois depois iríamos para a casa dos pais dele. Juntei minhas coisas e passamos de novo no mercado, compramos mais um litro de vinho, segunda vez que ele usou o cartão de crédito. Fomos andando (não lembro muito bem de todo), até chegar à estrada que iria para Ponte Nova, paramos em frente a um quebra-molas para pedir carona. Eu já estava bem lesada a essas alturas, caralho, estou adorando esse menino, ele é muito divertido e gosto principalmente do lado em que ele não tem vergonha de mostrar que é gay, isso faz dele um garoto lindo. Fiquei no meio da rua para pedir carona, acho que foi a carona mais divertida de pegar, eu e ele estávamos loucos demais, tudo era motivo pra rir e ele é muito querido, ficava me abraçando e fazendo brincadeiras que me faziam rir. Pegamos carona com um cara que parecia com o Albert Einstein (o físico-químico), que nos levou até Ponte Nova. Iríamos passar na casa da tia dele, para deixar a mala de roupas sujas e seguiríamos para Ouro Preto, só que de onde estávamos até a casa da tia dele era muito longe e tinha que subir um monte de morros. Depois de tanto vinho, precisávamos de um banheiro, entramos em um restaurante e um cara que estava meio bêbado, me deu uma parada de comer que parecia um nhoque gigante. É muito legal fazer pipi quando se esta bêbada. Logo que saímos do restaurante encontramos com uma Karol, amiga do Leone e não sei porque cargas d’água o Leone falou algo que não lembro direito, só sei que dei um selinho nela ou beijei (não lembro muito bem) no meio da rua. O Leone deve se divertir com isso. Foi coisa de instantes e já seguimos o caminho.
            Quando ele disse tudo que andaríamos para chegar à casa da tia dele, comecei a levantar o dedo, pegamos uma ou duas caronas dentro da cidade, os carros paravam no sinaleiro e eu chegava junto pedindo carona, fora que eu deveria estar com bafo de bêbada, que dia louco. Assim que chegamos à casa da tia dele, tentamos nos fazer de sãos. Ele deixou a mala e eu aproveitei para descarregar algumas coisas que eu não usaria, pois iríamos passar só uma noite em Ouro Preto e ainda seria na boate do amigo dele. Pelo menos minha mochila está mais leve agora. Até ai estava tudo de boa, mas agora tínhamos de chegar em uma outra estrada para irmos á Ouro Preto, só que nem o Leone sabia onde era direito, então fomos pedindo informações nos postos de gasolina. Pegamos novamente uma ou duas caronas para chegar perto de uma estrada da velha rodoviária ou coisa do tipo. Quando desembarcamos da segunda carona (o carro tinha bancos de couro, puta que pariu, nesse carro iria até a China), um garoto moreno chegou perto da gente e disse que tinha visto a gente várias vezes na cidade e que parecíamos estar perdidos. Pediu onde queríamos ir e nos levou no melhor lugar para pegar carona, por nossa sorte o menino morava ali perto e passamos na casa dele para tomar uma água geladinha. O Leone é fascinado por androginia e começo a confundir a cabeça do menino que estava ajudando a gente:
- Você acha que eu sou menina ou menino? – aponto pra mim e disse – e ele, você acha que é homem ou mulher?
            Eu só me rachava de rir e o garoto se confundiu tudo, ainda mais quando eu disse que o Leone era lésbica. No fim de tudo ele achou que eu e o Leone eramos meninos!
            A estrada que ia para Ouro Preto não era muito movimentada, como de costume, tomamos o quebra-molas como ponto. Sem dúvida nenhuma, pegar carona em dois é muito mais difícil. Demoramos quase mais de vinte minutos. O legal é que uma linda mulher nos deu carona, uma loira, inteligente e muito legal. Cara, sem brincadeira, nunca vi estrada mais esburacada que esta, nem buracos não eram, pode-se dizer que eram crateras.
            Chegamos a Ouro Preto, caraca, essa cidade só tem morro, as ruas são estreitas, as calçadas nem se fala, andar um do lado do outro é praticamente impossível. Aqui parece que você volta no tempo, tudo é histórico, pode-se comparar esse lugar á Paris, as estreitas ruas Francesas. Eu nem sabia que existia um lugar como esse, é magnífico. Descemos pela rua dos bancos, o Leone foi ao banco do Brasil sacar dinheiro para gente comer, tadinho, prometo que um dia eu retribuo. Cada passo dado aqui é uma vitória, os morros são muito inclinados. Tinha uma “padaria” na esquina da Praça Tiradentes, foi lá que comemos, é eu comi o tão famoso pão de queijo mineiro e sinceramente, não vi diferença alguma do pão de queijo do sul.
            Subimos mais morros até chegar a um bar chamado Bar’rabas, Leone disse que é tipo de uma boate gay, a única da cidade. Bom, pelo menos tem não é? Após muito esforço com minha leve mochila, chegamos ao dito Bar’rabas, estavam lá o Ualaci (não sei com escreve o nome dele, sei que é assim que se pronuncia) e o Bruno. Os dois são bonitos, o Ualaci com a sua intocável androginia (realmente ele/ela era muito bonito) e o Bruno com certeza era gay, mas era mais masculino que o Ualaci. O Leone propôs para irmos à casa do Marcelo, para eu conhecer ele. Dessa vez nós descemos os morros, até para descer é cansativo, que droga!       Chegamos lá e a bicha do Marcelo não estava em casa, e eu estava realmente cansada, mas voltamos a andar nas ruas de Ouro Preto. Eu já havia visto o Marcelo em fotos e tals, estávamos novamente na rua dos bancos e avistei um rosto familiar: “Leone, aquele não é o Marcelo?” – só poderia ser, parecia uma menina.
            Ele estava com uma mala muito bonita em mãos e realmente ele é magro. Não sei se foi o clima dos dois estarem se encontrando ela primeira vez depois que terminaram, mas o Marcelo me pareceu uma pessoa fria, coisa que dá de perceber que ele não é. Talvez ele estivesse treinando atuação. O Leone parecia tão feliz em vê-lo, mas se conteve. E eu lá, com maior cara de tacho, babando no Marcelo, obviamente não ficaria com ele, pois ele é homem lá nas partes de baixo, porém se porta como uma mulher e fisicamente aparenta uma mulher, o que me atrai. Tivemos uma conversa rápida.
            Ficamos andando pela cidade e olhando as coisas, depois fomos à faculdade com o Ualaci, ele nem teve aula direito, porque não foi quase ninguém, para ser mais precisa, foram três alunos incluindo ele. Já tinha escurecido, o Leone já havia tirado um cochilo nas escadas da faculdade (Leone adquirindo experiência de pegar carona e de dormi no chão), eu já tinha fumado meu "maço" de cigarros, então voltamos ao Bar’rabas. Hoje é o 1º dia de carnaval, pensamos que iria ter gente pra caramba no bar, mas nem deu muita coisa. No fim das contas acabou que o Leone e eu dormimos na casa do Marcelo, que vinha a ser uma república onde morava ele, o Pudou (nao fui muito com a cara desse gay) e com um outro gay que não lembro o nome, mas era bonitinho! Dormi na cama do Marcelo e o Leone e ele na sala. E não esqueceria de relatar que o Marcelo tinha o CD da banda "ERA", que toca músicas muito fúnebres e que passei mais do que horas procurando na Internet.


23º dia 16/02/07
            
         Me disseram que o carnaval de Ouro Preto era muito famoso e tals, não achei merda nenhuma. Talvez porque eu tenha passados os últimos 4 carnavais em Balneário Camboriú. A verdade é que acordamos só ao meio dia, o Marcelo e os outros dois meninos iriam almoçar em um refeitório para os estudantes da Faculdade, o almoço custava só R$ 2,00, mas tinha que apresentar a carteirinha. O Marcelo entrou no refeitório pra conseguir duas carteirinhas, uma para mim e uma para o Leone. Quando ele voltou, a minha cara e a dele, não tinham nada haver com as da foto da carteira, fomos para o lado de fora, longe do cobrador para "tramar" como seria a nossa passagem. Assim que voltamos a porta já tinha se fechado, os bilhetes tinham se esgotado. Mais azar que isso é impossível. Então fomos o Leone e eu  comer de novo naquela "padaria" na esquina da praça Tiradentes (tadinho do Leone, mais uma vez gastando dinheiro comigo).
            Nossos planos eram de ir á Raul Soares, na casa dos pais do Leone e passar o carnaval lá. Porém os meninos acabaram convencendo-nos a ficar mais um dia, pois hoje é sábado e sábado é o dia em que Ouro Preto fica mais agitado. Fora que o Bar'rabas iria lotar, então decidimos ficar mais um dia!
            Depois do almoço encontramos com os meninos, ficamos no monumento central da praça (cara, adorei esse lugar, apesar de ser uma cidade pequena é muito diferente do que estou acostumada a ver) e depois fomos ver umas obras de arte muito piscicodélicas. Inacreditavel, o "Pudou" me pediu um favor. Queria que eu fosse em uma das lojas e pedisse um poster de um cara que estava só de cueca. O cara deve ter me achado a mulher mais tadara da história, ele me olhou de uma jeito estranho e disse: "Gostou né?". Respondi com a cara de que realmente eu queria o poster, porque tinha achado o cara muito lindo: "Nossa o cara é muito lindo, já tem tempo que estou vendo esse poster. Não tem como o senhor arranjar ele pra mim?". No fim das contas nem implorando para o maldito adiantou, ele não queria me dar o poster, inventou mil desculpas e juro que deu-me vontade de mandar ele enfiar o poster no cú. Porque deve ser isso que esse gay vai fazer com o poster (a verdade que esse cara nem é digno de ser chamado de gay, foda-se ele também).
            A tarde chegaram uns amigos que também iriam ficar na república, um cabeleireiro, uma mulher que parecia ser hetero (não sei se eu ficaria) e um músico (ele toca muito bem). A "casa" estava bem movimentada, todos iríamos ao Bar'rabas à noite.
            O Leone é bem cara-de-pau, veio me dizer que ele e o Marcelo transaram essa noite que passou e o Bruno com o "Pudou", que só eu não tinha feito sexo (bom, como só haviam quatro pessoas do sexo masculino lá dentro, por mim tudo bem, não tinha interesse nenhum de ficar com algum deles). Mas fico feliz pelo Leone, porque sei que ele gosta do Marcelo, talvez pode ser que seja pela androginia do Marcelo, mas que ele está mais sorridente ele está. Aconteceram muitas coisas legais essa tarde, o "Pudou" cortou e pintou o cabelo e raspou o peito. O Marcelo se vestiu de traveco, ele ficou quase uma mulher. O músico ficou tocando a viola dele por um bom tempo. A mulher que parece hetero ficou com a cara fechada o tempo todo e eu e o Leone ficavamos lá atrapalhando a vida do povo.
            Novamente subi aquele morro para chegar ao Bar'rabas, que hoje promete. Antes de pagarmos R$ 5,00 pela entrada, pedimos ao "porteiro" quantas pessoas haviam no bar. Recebi a informaçao de que haviam mais de cinquenta. Hum, cinquenta é um bom número comparado a ontem, mesmo assim ficamos do lado de fora pra ver se entrava mais gente. Tinha uma gordona lésbica com a gente (eu, o Leone, a mulher que parece hetero e o músico), tinha um canecão que estava pendurado no pescoço dela, igualzinho à aqueles que os caras usam na Oktoberfest. Dentro da dita caneca tinha uma caipirinha muito da boa, ficamos sentados no muro e bebendo. Estávamos nós lá viajando a mais de meia hora, eu já estava deitada no colo do Leone e chega um cara que sem dúvida era gay, com uma menina que sem dúvida também era gay. Começamos a trocar umas ideias sobre como era ser gay, a diferença de comportamento entre uma lésbica com um gay, com o comportamento de um casal de heteros (não sei por que, mas eu vejo uma relaçao de mais afeto entre um casal gay, seja como for, os gays são mais liberais, mais cabeça aberta).
            O cara gay disse que achava o selinho uma coisa muito natural e que ele dá em qualquer pessoa (homem ou mulher) e eu disse que condordava e já os heteros tem uma certa malícia nesse "beijo" inocente. Foi aí que eu e ele fizemos a demonstração, demos um selinho um no outro. Pôxa, uma coisa tão normal. A garota lésbica que estava com ele (não lembro o nome), olhou para mim e disse que também queria um selinho. Não vejo problema nenhum, depois do selinho ela disse que queria um beijo de verdade. Quem era eu para negar isso a uma garota? Tadinho do Leone, já é a segunda menina que ele me vê beijar. Ela elogiou meu beijo e eu o dela, assim ficamos lá mais um tempo lá no muro. Ela foi embora com o cara gay e nós, habitantes do muro, resolvemos entrar. Leone pagou a minha entrada.
            Sinceramente, estava uma droga, se tivessem trinta pessoas era muito e as mulheres, dava de contar nos dedos, haviam cinco  (!!!). Dois casais e uma mulher feiosa que deu bebida para o Leone e eu (aquela porra era forte pra caralho, desceu queimando, não tive coragem de dar o segundo gole). Juro que me esforcei para que a noite fosse boa, até dancei com o músico. Mas não sei, o clima lá dentro estava muito baixo astral e não tinham quase  pessoas, talvez esse fosse o problema. Depois o Leone vem me dizer que a feiosa que nos deu bebida, estava afim de mim (caralho, é dificil eu dizer não pra uma mulher, mas aquela não tinha condições) e ainda depois vem me dizer que a gordona da caneca da Oktoberfest também queria ficar comigo. Caralho, não, não, não! Pavoroso! Sou feia, mas acho que mereço algo melhorzinho.

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